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Por edsonmri - 10 de abril de 2026 - Arquiteto & Designer,Dicas da PS,Especial,Reforma,Reforma e Construção,Segurança,Serviços de Vidraçaria,Sob medida,Vidraçaria,Vidro Sob Medida
Retrabalho em obra é prejuízo certo. Não existe outra forma de descrever. Quando uma peça de vidro volta para a fábrica porque a medida estava errada, quando a instalação precisa ser desfeita porque o ambiente não estava pronto, quando o cliente cobra um resultado que o projeto não conseguiu entregar, o custo não é apenas financeiro. É custo de tempo, de reputação e de relacionamento.
O vidro, por ser um material fabricado sob medida e sem margem para improvisos em obra, concentra boa parte dos riscos de retrabalho em qualquer projeto. Uma peça de vidro temperado não pode ser cortada depois de pronta. Um espelho bisotado não aceita ajuste in loco. Uma fachada com medida errada não tem conserto no canteiro.
Por isso, reduzir retrabalho em obras com vidro não é uma questão de sorte. É uma questão de processo. E processo começa muito antes da instalação.

O domínio do processo de medição é de extrema importância para o profissional do vidro, pois é o princípio do projeto e determinante para o sucesso final da obra. Não é exagero dizer que a maioria dos casos de retrabalho com vidro nasce aqui, antes mesmo de a peça ser fabricada.
Os erros mais comuns na etapa de medição são:
Com frequência, os vãos estão fora de prumo e de esquadro, com paredes tortas ou mesmo inacabadas, comprometendo a exatidão das medidas. Quando isso acontece e a medição é feita mesmo assim, o problema vai aparecer na instalação, na forma de frestas, vidros desalinhados ou peças que simplesmente não encaixam.
| Erro de medição | Consequência direta | Como evitar |
| Medir antes do revestimento | Peça fabricada com tamanho errado | Aguardar acabamento completo do ambiente |
| Não verificar prumo e esquadro | Instalação torta ou com folga irregular | Usar nível e prumo em todos os vãos |
| Anotações sem revisão | Pedido com medida trocada enviado à fábrica | Revisar ficha de pedido antes de enviar |
| Medição feita por terceiros | Responsabilidade difusa, erro sem rastreio | Medição sempre feita pelo instalador ou técnico do fornecedor |
| Desconsiderar folgas de dilatação | Trincas e empenamentos após instalação | Respeitar tolerâncias mínimas da NBR 7199 |
Outro ponto que gera retrabalho frequente é a especificação incorreta do vidro para cada aplicação. Isso acontece quando o produto é escolhido pelo preço, sem considerar as exigências técnicas do local, ou quando a comunicação entre projeto e execução é falha.
O custo inicialmente mais baixo leva à escolha de vidro menos adequado, gerando problemas operacionais ou de durabilidade. O resultado é uma segunda compra, uma segunda instalação e um custo que frequentemente supera o que seria gasto na especificação correta desde o início.
| Aplicação | Tipo correto | Erro comum | Consequência do erro |
| Box de banheiro | Temperado 6mm a 8mm com certificação ABNT | Vidro comum sem têmpera | Risco de segurança, quebra não segura |
| Guarda-corpo | Laminado 6+6mm ou temperado 10mm | Temperado simples subdimensionado | Reprovação em vistoria, retrabalho total |
| Fechamento de sacada | Temperado em sistema retrátil homologado | Vidro sem espessura adequada para o vão | Empenamento, barulho, travamento do sistema |
| Cobertura/telhado | Laminado com controle solar | Temperado simples | Efeito estufa, risco de implosão por gradiente térmico |
| Divisória corporativa | Temperado 10mm ou laminado | Vidro liso sem estudo de vão | Flexão excessiva, risco de quebra |
| Fachada | Vidro com controle solar e certificação de vento | Vidro float sem tratamento | Falha estrutural, substituição total |
A boa prática é simples: antes de definir o tipo de vidro, consulte o fornecedor com os dados do projeto em mãos, não apenas com a medida. Informar orientação solar, pé-direito, tipo de fixação, peso estimado e uso do ambiente faz toda a diferença na especificação correta.
Este é um dos pontos mais negligenciados em obras e um dos que mais geram retrabalho. Se a obra está em andamento e sem acabamentos, pode causar interferências no momento da instalação. Os tamanhos corretos dependem muito do revestimento. Há muito o que ser instalado na obra antes de realizar a medição.
O vidro é instalado por último, ou quase por último. A sequência ideal é:
Quando a obra não respeita essa sequência, o vidro chega em um ambiente que ainda vai mudar. E quando o ambiente muda, a peça pode não servir mais.
O vidro é instalado sem considerar dilatação dos perfis, movimentações estruturais, espaçamento correto ou compatibilidade entre vidro, ferragens e perfis. Isso gera empenamentos, trincas, ruídos, deformações ou até queda do vidro.
As ferragens precisam ser especificadas junto com o vidro, não depois. O peso da peça, o tipo de abertura, a frequência de uso e o ambiente (interno, externo, úmido) determinam o tipo de ferragem adequada. Escolher a ferragem mais barata disponível no mercado para uma porta pivotante de 80kg de vidro é uma equação que vai falhar.
| Ponto de atenção | Norma de referência | Folga mínima recomendada |
| Folga de borda lateral | NBR 10821 | 2mm |
| Folga de borda inferior/superior | NBR 10821 | 3mm |
| Folga total de instalação | NBR 7199 | 5mm |
| Calço de borda obrigatório | NBR 7199 | Sempre presente, nunca contato direto vidro/caixilho |

Parte significativa dos problemas de retrabalho em obras com vidro não está no canteiro. Está na escolha do fornecedor. Um fornecedor sem fábrica própria, sem controle de qualidade e sem suporte técnico transfere o risco inteiramente para o cliente, que só vai descobrir o problema na hora da instalação.
Os critérios que realmente importam na hora de contratar:
| Critério | Por que importa | Sinal de alerta |
| Fábrica própria | Controle total sobre a produção | Revenda sem rastreio de origem |
| Medição técnica inclusa | Evita erros de especificação | Fornecedor que aceita medida do cliente sem conferir |
| Prazo documentado | Permite planejamento real da obra | Prazo verbal, sem registro |
| Garantia formal do serviço | Proteção em caso de falha | Sem contrato ou sem garantia declarada |
| Certificação ABNT nos produtos | Conformidade técnica e legal | Produto sem laudo ou origem desconhecida |
| Suporte pós-instalação | Resolve problemas sem custo extra | Fornecedor que some após a entrega |
A PS do Vidro opera com fábrica própria de mais de 2.000m² em São Paulo, produção sob medida com maquinário importado e equipe técnica disponível desde a especificação até o pós-venda. Mais de 40 anos no mercado vidreiro paulistano construíram um processo que foi desenhado justamente para eliminar as causas de retrabalho mais comuns.
Durante o processo de têmpera, o vidro passa por um aquecimento intenso seguido de resfriamento rápido. Esse processo cria tensões internas que dão ao material sua resistência característica. Qualquer corte após a têmpera rompe esse equilíbrio e causa quebra imediata da peça. Por isso, todas as medidas e recortes precisam ser definidos antes da produção, sem exceção.
Depende do tipo de produto. Vidros temperados padrão costumam ter prazo de produção de 5 a 10 dias úteis. Vidros com tratamentos especiais, impressão, laminação ou dimensões fora do padrão podem levar de 15 a 30 dias. O ideal é incluir o prazo de produção no cronograma da obra, não tratá-lo como urgência de última hora.
Sim, e essa é a prática mais recomendada. A presença in loco do técnico do fornecedor é importante para ter contato com os executores da obra e trabalhar em conjunto para oferecer um produto final de alta qualidade e acabamento. Quando o próprio fornecedor mede, ele assume responsabilidade técnica sobre a especificação.
Primeiro, não tente forçar a instalação. Vidro forçado trinca ou quebra. Segundo, documente o problema com fotos e medições. Terceiro, acione o fornecedor imediatamente com as evidências. Se a medição foi feita pelo fornecedor, a responsabilidade de refazer a peça é dele. Se a medição foi fornecida pelo cliente, a análise de responsabilidade precisa considerar ambas as partes.
O vidro temperado, quando quebra, se fragmenta em pequenos pedaços arredondados que causam menos lesão. O vidro laminado, mesmo quando quebra, mantém os fragmentos presos à película interna de PVB, evitando a queda da peça. Para guarda-corpos, coberturas e qualquer aplicação acima da cabeça das pessoas, o laminado é tecnicamente mais seguro e, em muitos casos, exigido por norma.
A principal norma que rege a instalação de vidros na construção civil no Brasil é a NBR 7199. Ela define espessuras mínimas, folgas, tipos de calços, vedações e requisitos de instalação por tipo de aplicação. Sempre exija do fornecedor o laudo de qualidade do produto e verifique se a especificação está alinhada com o que a norma determina para cada uso.
Com mais de 40 anos de experiência, a PS do Vidro é referência em qualidade e soluções personalizadas para projetos de vidro. Com unidades na, Vila Olímpia e Saúde (loja de fábrica), oferece produtos sob medida com acabamento preciso e estrutura própria de produção. Ao escolher a PS do Vidro, você conta com excelência no atendimento e a garantia de qualidade que seu projeto merece. Solicite agora o seu orçamento e transforme seu ambiente com a nossa expertise!